segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Bainha Aberta IV

Sobre a técnica

Essa forma de bordado tem nomes diversos pelo mundo a fora como já escrevi em outro post.
Eu pessoalmente desde criança conheço como Bainhas Abertas e caracterizam-se pela retirada de um a vários fios do tecido, seja em sentido horizontal (trama) ou vertical (urdidura).

E será sobre esses desfiados que se reconstroe a trama criando desenhos, amarrações, combinações de pontos... é quando o próprio tecido de transforma em renda. Conforme a maneira que reconstruimos essa trama o trabalho vai ganhando detalhes, uns muito elaborados, ricos em detalhes, outros simples, mas todos de forma geral são graciosos, belos e encantadores.

Podemos executá-las em pequenas barras, usá-las para formar, prender e ser a abainha de acabamento de uma toalha de mesa; podem ser o centro ou o contorno de bordas, mistura-las a outros estilos de bordados como Ponto Cruz, Hardanger, o Bordado Livre.



Em termos de execução existem dois tipos de desfiamentos do tecido: um onde é feito a remoção de qualquer fio ao longo da trama, normalmente chamado de "fio tirado" (Punto tirato). E um segundo tipo de desfiamento dentro de um quadrado guarnecido por pontos bem fechados, quando são cortados e retirados tanto os fios da trama quanto da urdidura. Será dentro desse "vazio" que ocorrerá a nova trama e o bordado será criado, em italiano Punto tagliato (cortado).

No caso de bordados como das Bainhas Abertas é importante levar em consideração que é um bordado a "fios contados", ou seja, em grande parte dos desenhos será necessário contar os fios, formar amarrações, criar grupos. Dai a importancia na escolha do tecido. A trama deve ser vem visível, o tecido deve ser de boa qualidade e ter fios uniformes.

Aqui no Brasil não é comum, pelo menos aqui no Sul, encontrarmos o linho usual como em Portugal, Espanha e outros países da Europa, então precisamos adaptar ao que temos.

O canhamo fino para alguns trabalhos é uma boa escolha, como para almofadas, toalhas de mesa e caminhos de mesa, por exemplo.
A etamine também pode ser usada, mas por ser uma trama construida em forma de quadrados, a certos desenhos não convém.

Eu trabalho pequenas toalhas de mão e de lavabo, paninhos de prato e leços. Uso o pano de sacaria de boa qualidade onde os fios são iguais e a trama no conjunto é uniforme. Para os lenços uso a cambraia e os linhos finos de camisaria. Dão mais trabalho e nem sempre permitem uma contagem de pontos correta, mas oferecem bons resultados.

Outro ponto delicado é o projeto, a marcação de centro, bordas e cantos é fundamental.
Para que o trabalho tenha um final com boa apresentação as bainhas externas devem ser cuidadosamente marcadas, terem a mesma largura, serem uniformes na extensão.

Elebore um projeto, delinei o que deseja fazer; marque o centro, defina cantos.
Aqui minha proposta é de inciar pelo pontos básicos e simples em forma de     barrinhas e aos poucos irmos aos mais elaborados.

Conforme formos avançando no aprendizados dos pontos iremos adicionando novos elementos e formas de criar as Bainhas Abertas.


Acima foto da capa de uma revista Espanhola com amostras de belas bainhas, na forma de barras, um "samples", será essa a minha proposta.

Podem me escrever, deixem recados, façam perguntas me corrijam quanto eu estiver errada, o objetivo é aprender, ensinar, brincar e porque não... uma bordadoterapia!!!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita e por participar com seu comentário, retornarei com uma resposta dentro do possível. Por favor deixe seu e-mail para futuro contato. Lúcia Machado